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	<title>Entre PanelasNutrição | Entre Panelas</title>
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	<description>Receitas, Gastronomia &#38; Nutrição</description>
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		<title>Ensopado de peixe branco com purê de batatas e salada</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Jan 2009 22:16:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>daniduc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Histórias de cozinha]]></category>
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		<description><![CDATA[Surpresa! Daniduc escrevendo aqui: marido da Carla, nerd assumido, fundador da associação dos maridos de mulheres que tem blog de culinária, usam mac e tiram fotos das comidas. E o mais importante pra vocês, ex-sem noção de cozinha. Sim, até outro dia, digamos, um ano e meio atrás, eu era incapaz de acertar um miojo, conseguia arruinar sopa pronta Maggi... se bem que estas já vem pré arruinadas de fábrica, mas deixa pra lá. Digamos que eu era incapaz de seguir as instruções fazer um produto final conforme previsto. Sim, senhores, eu errava ovo cozido e todos os clichês de homem sem noção na cozinha.

O que mudou tanto assim a ponto de eu estar me arriscando à algo impensável um ano e meio atrás, escrever uma receita?<p>--
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<a href="http://www.entrepanelas.net/2009/01/30/ensopado-de-peixe-branco-com-pure-de-batatas-e-salada/">Ensopado de peixe branco com purê de batatas e salada</a> &eacute; um artigo de: <a href="http://www.entrepanelas.net">Entre Panelas</a></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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<p>Surpresa! Daniduc escrevendo aqui: marido da Carla, nerd assumido, fundador da associação dos maridos de mulheres que tem blog de culinária, usam Mac e tiram fotos das comidas. E o mais importante pra vocês, um ex-sem noção de cozinha. Sim, até outro dia, digamos, um ano e meio atrás, eu era incapaz de acertar um miojo, conseguia arruinar sopa pronta Maggi&#8230; se bem que estas já vem pré arruinadas de fábrica, mas deixa pra lá. Digamos que eu era incapaz de seguir as instruções fazer um produto final conforme previsto. Sim, senhores, eu errava ovo cozido e todos os clichês de homem sem noção na cozinha.</p>
<p>O que mudou tanto assim a ponto de eu estar me arriscando à algo impensável um ano e meio atrás, escrever uma receita? De comida, quero dizer, receitas técnicas de computador já escrevi diversas. A minha vida, eis  que mudou tanto assim. Ok, vou tentar ser breve e escrever algo que tenha a ver com culinária e nutrição, mas se você quer cortar o blábláblá. pode pular direto pra receita, lá embaixo. Page down é seu amigo. Ou cntrl F ae a seguir A receita. Juro que não vou ficar chateado.</p>
<h3>De como um sem noção resolveu aprender a cozinhar</h3>
<p>Pronto, agora que os apressadinhos se foram, podemos conversar melhor <img src='http://www.entrepanelas.net/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' />  Então, eu sempre fui um cara magro. Isso só até eu começar a trabalhar fora, e a tomar as decisões a respeito da minha alimentação. Sabe criança quando pode escolher o que comer? Esse era eu. Eu passei a viver de comida de entrega, fast-food, doces, coisas enlatadas ou industrializadas e refinadas. Quando eu passei a ser responsável por me alimentar sozinho, eu comecei a escolher o que não dava trabalho pra fazer -e  ainda por cima era gostoso. A desculpa pra esse comportamente era de que eu não sabia cozinhar. O que era verdade, mas também uma desculpa. Eu não sabia, essa parte era verdade, mas a questão é que  <em>eu não queria saber</em>. Tinha preguiça, achava a comida de engtrega e fast-food gostosos e práticos e eu não precisava perder tempo com alimentação. Comer era encher um buraco no meu estômago, no menor tempo possível com a maior gostosura possível, de modo que eu pudesse continuar fazendo outras coisas mais improtantes do que cozinhar &#8211; trabalhar, jogar, ver TV, estudar, ou o que seja.</p>
<p>As consqüências das minhas decisões foi que eu engordei. Muito. Mas muito mesmo. Oh, claro, houve fatores agravantes, mas estes só lançaram de sobrepeso pra obeso, o problema já estava lá. E o problema era que eu, apesar de ser adulto, portanto obrigado a aceitar responsabildiade pelos meus atos, eu me recusava a aceitar a responsabildiade pela minha alimentação. Eu comia inconseqüentemente, deixando a responsabilidade de preparar minha comida nas mãos do McDonald&#8217;s, do Habib&#8217;s, da Pizzaria De La Esquina, do Burdog e The Fifties. Da padoca da esquina, e da Maggi, e da Nissin Lamem, enfim, de qualquer um que não fosse eu. E a verdade que esta galera toda não está nem aí pra você e sua saúde. O que eles estão interessados é em maximizar os lucros, como toda empresa. Pra isso existem certas prioridades &#8211; facildiade de conservação, distribuição dos produtos, sabor bom, porque é isso que faz uma pessoa comprar de novo, e outros processos que não envolvem eu me alimentar direito. E por que eles deveriam? Me alimentar direito é <em>minha</em> responsabilidade, no fundo. E eu a estava delegando pra empresas que não queriam, e não se importavam com esta responsabilidade. O resultado? Previsível. Obesidade.</p>
<p>A minha primeira reação à obesidade foi também previsível. Dieta. É o caminho certo, certo? Dietei, penei, contei calorias (ou pontos, ou cores, o que quer que seja), e comi de uma maneira que não estava acostumado, sem acreditar naquilo, como uma obrigação da qual precisava me livrar logo. Não via a hora de perder os quilos pra poder parar de fazer cálculos e poder comer sem uma balança e uma calculadora. Me matriculei numa academia, fiz os programas, e com tudo isso perdi os quilos. Oba. Comemorei com milk shake e uma volta completa aos velhos hábitos. Almoçava pão francês com queijo prato, e jantava Habib&#8217;s, mas agora eu podia, certo, eu era magro.</p>
<p>Correção: eu estava mais magro. Mas não por muito tempo, obviamente. Engordei tudo de novo. Demorei muito tempo pra me convencer de que era fato, e eu estava de volta à obesidade. Não queria aceitar, não subia na balança, ha mas antes eu estava muito pior. Um dia, pressionado pelos olhos brilhantes, piscantes e sinceros de uma esposa amorosa, subi. E suspirei. Só de pensar a fazer aqueles cálculos, aquele trampo todo, de comer de um jeito artificial, controlando tudo, me deu um grande, enorme desânimo. E aí me ocorreu.</p>
<p>A dieta novamente não iria resolver, porque eu assumi que seria incapaz de comer calculando e controlando tudo o resto da vida. Em vez disso, eu passei a repensar onde eu estava errando. O que em meu comportamento levavava a engordar. Porque, como eu disse, eu sempre fui magro. Eu cheguei a muitas conclusões de <em>como</em> eu estava errando &#8211; comida processada, pouco carboidrato integral, etc &#8211; mas a principal conclusão, a minha sacada não foi o como, mas <em>o porquê</em>. Eu estava me recusando a assumir responsabilidade pela minha alimentação. Eu estava vivendo, em plena casa dos trinta, como um adolescente &#8211; não só por causa do fast-food, popular entre adolescentes, mas no caso porque ser adulto não é ter mais de 18 anos, ser adulto é assumir responsabilidade pelo que faz.</p>
<p>Então resolvi fazer exatamente isso. Me alimentar seria meu problema. Eu resolvi passar a escolher, de maneira consciente, o quê, onde, quando e como iria comer. Em vez de ser uma coisa que eu faço pra tampar um buraco no estômago, pensando o mínimo possível no assunto, &#8220;o que eu vou comer hoje&#8221; deveria ser uma escolha pensanda. É preciso parar o que se está fazendo pra responder a esta pergunta.</p>
<p>E no processo de responder esta pergunta, ao buscar  &#8220;o porquê&#8221;, é que eu descobri aqueles &#8220;o como&#8221;, uma série de métodos, de escolhas razoáveis e mais saudáveis, e gostosas. Eu parei de tomar refrigerante, por exemplo. Sim, mesmo os lights. Eu tomava refirgerante light no lugar de água. Aí eu ia ver aqueles conselhos de dieta, beba bastante água. Eu dizia, nossa, eu não consigo, não bebo muita água. Bem, duh, se eu tomo um litro e meio de refirgerante light por dia é mesmo difícil tomar alguma água ainda por cima. Decidi, em vez de tomar refri pra matar a sede, beber água quando estivesse com sede. Simples né? Fui fazendo outras escolhas aparentemente óbvias como esta, mas que não me ocorriam descobrindo comidas, sabores, frutas e um monte de coisas, que fui aprendendo a comer. Passei a ir ao supermercado, comprar comida. Não havia uma força externa me limitando ou me dando parâmetros, ou seja, uma dieta, com regras e cálculos, mas minha curiosidade natural por um assunto que passou a me interessar. De onde vem minha comida? Como ela é preparada? Por que algumas coisas fazem mal? Que papel tem o exercício na minha vida? E, em algum ponto do processo, eu entendi que esta busca de aprender, de entender de maneira consciente o que estava fazendo, e escolher de maneira educada, era o que os nutricionistas tanto falam: &#8220;reeducação alimentar&#8221;. E tudo começou quando parei de inventar desculpas &#8211; &#8220;Não sei cozinhar&#8221;, &#8220;não tenho tempo, trabalho demais&#8221; (na época em que eu era sysadmin essa era um hit), e assumi que o que eu fazia nas 24 horas do dia era escolha minha. E nisso eu me interessei naturalmente em aprender a cozinhar.</p>
<p>Oh, não que eu tenha virado um ás no fogão (foi de propósito), um Chef estrelado Michelin, nada disso. Eu sei que não tenho nem o talento nem o interesse pra dominar o fogão pra fazer comida como forma de arte. O que eu tenho interesse é em fazer comida como forma de alimento saudável. E gostoso, sim, obrigado. Em vez de esquentar algo congelado no microondas, dá pra fazer um prato gostoso, saudável em 40 minutos. Antes eu acharia um monte de tempo &#8211; melhor ficar esperando vendo TV por 25 minutos enquanto a pizza chega. Mas desde que eu assumi que comer era parte necessária, e mais que isso, interessante, do meu dia, eu vi que &#8220;monte de tempo&#8221; é uma coisa relativa. Afinal, o tempo voa quando estamos nos divertindo. <img src='http://www.entrepanelas.net/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
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<blockquote><h2>A receita</h2>
<p>Um peixe ensopado no molho de tomate com purê de batatas e salada. Uma refeição completa, simples, rápida, saudável e, se a modéstia me permite, gostosa. O bom desta receita é que emprega alguns conceitos básicos que podem ser utilizado em outros pratos. Por exemplo, o molho de tomate pode ir em um macarrão  (integral) com pouca modificação. Nunca mais sofrerás com a azia e os conservantes do molho de caixinha. Vambora. Vai ser divertido, prometo.</p>
<h3>Batatas</h3>
<ul>
<li>500 gr de batatas orgânicas com casca</li>
<li>Sal</li>
<li>Manteiga</li>
<li>Água quente</li>
<li>Uma cenoura ralada</li>
</ul>
<p>O lance das batatas serem orgânicas não é frescura. Como o purê será feito com casca, e é na casca que se acumulam muitos agrotóxicos, é melhor pra você que sejam orgânicas. Mas você quem sabe.</p>
<p>Eu não digo o quanto de manteiga, sal e água porque pode variar. Vamos ver isso com calma mais pra frente. Lave as batatas e as coloque em uma panela no fogo com cerca de um litro de água. Ou o suficiente pra cobrir as batatas. Acenda o fogo e abaixe quando ferver. Acompanhe espetando as batatas de tempos em tempos com um garfo. Elas tem de estar molinhas. Mas elas demoram um pouco pra ficar prontas. Enquanto as batatas cozinham, vá adiantando o</p>
<h3>Peixe</h3>
<ul>
<li>300 gr de filé de peixe branco</li>
<li>Limão</li>
<li>Sal</li>
<li>Alho (opcional)</li>
</ul>
<p>Compre uns 300 gramas de um peixe branco de sua preferência, cortados em filé. Digamos, uma tilápia, ou Saint Peter. Lave bem o peixe, esprema um limão nele, passe um salzinho e deixe de molho. Se quiser, esfregue um dente de alho também. Eu fazia isso no começo, mas passei a achar meio forte o gosto do alho. Fica a seu gosto. Enquanto o peixe fica reservado, vamos aprontar o</p>
<h3>Molho</h3>
<ul>
<li>500 gr de tomates roma</li>
<li>Um dente de alho</li>
<li>Meia cebla grande ou uma pequena</li>
<li>Sal</li>
<li>Azeite de Oliva</li>
<li>Uma pitada de Gengibre em pó</li>
<li>Algumas gotas de tabasco</li>
</ul>
<p>Lave os tomates e coloque em uma panela pra ferver. Enquanto a água ferve, vá picando a cebola e o alho. Quando estiverem picados, a água deve ter levantado fervura há pouco tempo. A pele do tomate deve estar começando a rachar. Pode tirar do fogo e virar em uma peneira. Embaixo da água corrente (pra não se queimar), puxe as peles dos tomates, que devem estar soltinhas. Pique os tomates em um prato fundo, grosseiramente. Deve formar um caldo. Deixe reservado.</p>
<p>Ponha uma panela de fundo de alumínio (ou outro metal, não teflon) no fogo normal, e ponha um pouco de azeite de oliva. Quando o azeite estiver quente, abaixe o fogo e ponha o alho. Dê uma mexida com uma colher de pau e taque a cebola em seguida. Quando estiverem douradinhos, o alho e a cebila, e cheirando bem (isso deve acontecer rápido. E todo esse processo se chama &#8220;refogar&#8221;), joge os tomates picados. Mexa tudo, misturando bem. Ainda com o fogo baixo, tampe a panela e deixe uns 10 minutos.</p>
<h3>Peixe mais molho</h3>
<p>Digo 10 minutos como uma média. Quando o molho tiver dado uma engrossada, cozido um pouco, está na hora. Vá acompanhando de tempos em tempos. Quando você decidir a hora (não tem muito como errar), abra a panela e ponha sal a gosto, um tico de gengibre e uma ou duas gota de tabasco. O lance aqui é dar sabor, não ficar picante. O quanto exato vai depender do seu gosto e experiência. Se ficar pouco sempre dá pra acertar depois, então é melhor ser conservador do que agressivo. Coloque o peixe, mergulhe no molho, deixe a panela tampada no fogo baixo por mais alguns minutos. Como saber se está pronto? Eu faço assim: eu pego um pouco da panela e experimento. Se o peixe estiver molinho, com uma cor cozida, bom sinal. Morda um tiquinho e veja se está bom. Não pode estar o peixe se desintegrando, que aí cozinhou demais. Se estiver no ponto, desligue o fogo e experimente o molho. Acerte o sal e a pimenta.</p>
<p>Hora de voltar a prestar atenção ào</p>
<h3>Purê de Batatas</h3>
<p>Ok, as batatas estão molinhas, sem oferecer resitência ao garfo? Hora de desligar o fogo. Joge fora a água, e ponha as batatas numa grande tigela. Prepare a manteiga, o sal, a água quente (pode ser morna, não precisa estar fervendo) e vamos lá. Com o garfo, comece a amassar as batatas. Vá misturando nacos de manteiga, que deve derreter, e molhando de leve com a água. Amasse, misture, amasse, até ficar numa consistência de purê. No fim, coloque o sal e a cenoura, misture e amasse com garfo e prove. Se estiver bom de sal, parabéns. Se não, acerte.</p>
<h3>A salada</h3>
<ul>
<li>Meio maço de alface lavada</li>
<li>Um tomade maduro ou verde, à gosto, picado</li>
<li>Azeite de oliva, ou limão, o que preferir.</li>
<li>Sal</li>
</ul>
<p>Monte a salada, tempere a gosto.</p>
<h3>Comer!</h3>
<p>Sirva-se de purê, peixe com molho e salada. Acompanhe com um suco de frutas natural e é isso daí. </p></blockquote>
<p>Eet smakelijk, como dizem os holandeses.<strong>Mais receitas/artigos:</strong>
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		<title>Carboidratos &#8211; Porque grãos integrais são melhores que os refinados?</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Aug 2008 16:37:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carla Duclos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Nutrição]]></category>
		<category><![CDATA[grão]]></category>
		<category><![CDATA[integral]]></category>
		<category><![CDATA[refinado]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>

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		<description><![CDATA[<a href="http://www.entrepanelas.net/2008/08/15/porque-graos-integrais-sao-melhores-que-os-refinados/" class="tt-flickr tt-flickr-Thumbnail" title="Grão / Grain"><img class="alignleft" src="http://farm4.static.flickr.com/3008/2763905444_3d60f51af3_t.jpg" alt="Grão / Grain" width="36" height="100" /></a> 
A idéia de escrever uma comparação entre os grãos integrais com os refinados, mostrando porque os primeiros são uma boa opção, surgiu de uma pergunta que me foi feita. Pensando que a questão “Por que os grãos integrais são melhores?” poderia ser também de outras pessoas e considerando o assunto de importante valia, decidi escrever este texto. [...]<p>--
<br>
<a href="http://www.entrepanelas.net/2008/08/15/porque-graos-integrais-sao-melhores-que-os-refinados/">Carboidratos &#8211; Porque grãos integrais são melhores que os refinados?</a> &eacute; um artigo de: <a href="http://www.entrepanelas.net">Entre Panelas</a></p>
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			</a>
		</div>
<p>A idéia de escrever uma comparação entre os grãos integrais com os refinados surgiu de uma pergunta que me foi feita. Pensando que a questão “<em>Por que os grãos integrais são melhores?</em>” poderia ser também de outras pessoas e considerando o assunto de importante valia, decidi escrever este texto.</p>
<p>[<span style="text-decoration: underline;"><strong>Atenção</strong></span>: <em>Eu não sou médica nem nutricionista. Esse texto não serve como nenhuma prescrição medica ou nutricional. Ele é apenas informativo baseado em bibligrafia que li na Web, citadas na seção "Referências" e na minha experiência pessoal. A consulta de um médico ou nutricionista não deve ser dispensada.</em>]</p>
<p>&#8212;</p>
<p><strong>O</strong><strong> que são carboidratos e em que alimentos são encontrados?</strong></p>
<p>Eles são encontrados em pães, leguminosas (feijão, ervilha, lentilha, etc), leite, milho, batata, massas, doces, etc. Eles estão presentes em diferentes formas nos alimentos como açúcares, fibras e amidos.</p>
<p>A unidade básica que compõe um carboidrato é uma molécula de açúcar, quimicamente uma união simples de carbono, hidrogênio e oxigênio. Amido e fibras são basicamente cadeias de moléculas de açúcar.</p>
<p><strong>O que diferencia os integrais dos refinados?</strong></p>
<p>Os grãos integrais são compostos pelo endosperma, germe e casca enquanto que os refinados preservam apenas o endosperma, pois o germe e a casca são removidos no processo de refinamento.</p>
<p>Na figura abaixo é possível ver a composição do grão:</p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 155px"><a class="tt-flickr tt-flickr-Medium" title="Grão / Grain" href="http://www.entrepanelas.net/fotos/photo/2763905444/grao-grain.html"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3008/2763905444_3d60f51af3.jpg" alt="Grão / Grain" width="145" height="400" /></a><p class="wp-caption-text">Figura retirada de: http://en.wikipedia.org/wiki/Image:Grain.gif</p></div>
<p><em><a title="http://en.wikipedia.org/wiki/Image:Grain.gif" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Image:Grain.gif" target="_blank"><br />
</a></em></p>
<p><strong>Qual o papel dos carboidratos na alimentação?</strong></p>
<p>Algumas dietas como a do Dr Atkins, consideram os carboidratos vilões da alimentação e sugerem uma redução muito brusca na ingestão deles com o objetivo de perda de peso. Na verdade, carboidratos são essenciais para uma alimentação saudável, no entanto é preciso ter cuidado na escolha de quais carboidratos incluir na dieta.</p>
<p>Os carboidratos são importante fonte de energia e fornecem também proteína, vitaminas, minerais e, quando integrais, fibras.</p>
<p><strong>E por que os integrais são melhores que os refinados?</strong></p>
<p>Vou apresentar e explicar 03 características que fazem deles uma boa opção para nossa saúde:</p>
<p>1 &#8211; Há estudos que mostram que eles melhoram a sensibilidade a insulina</p>
<p>2 &#8211; Eles são ricos em fibras e tem mais nutrientes</p>
<p>3 &#8211; Eles tem em geral baixo índice glicêmico</p>
<p>Vamos lá:</p>
<p><strong>1 &#8211; Melhoram a sensibilidade a insulina</strong></p>
<p>Há realmente carboidratos que segundo alguns estudos aumentam o risco de diabetes do tipo 2, doenças cardíacas, etc. Estes carboidratos são os chamados refinados, como pão branco por exemplo. Já outros carboidratos são evidenciados em estudos como contribuidores para uma boa saúde ajudando a prevenir as doenças citadas. São os grãos integrais, como por exemplo a aveia.</p>
<p>Agora, por que eles causam efeitos opostos no nosso organismo?</p>
<p>É preciso entender um pouco do processo de absorção dos carboidratos no nosso corpo.</p>
<p>Os carboidratos quando ingeridos são quebrados em moléculas de açúcar que serão absorvidas pelas células. Esses açúcares vão para o sangue e, com a elevação do nível de açúcar no sangue, o pâncreas começa a produzir insulina e a liberá-la no sangue. A insulina é que vai facilitar o processo de absorção de açúcar pela célula. Conforme as células começam a absorver o açúcar, o nível dele no sangue cai e então o pâncreas começa a produzir glucagon, que sinaliza o fígado para liberar o açúcar armazenado. Esse mecanismo todo é o que vai garantir a absorção de açúcar por todas as células do corpo.</p>
<p>Disfunções nesse processo estão relacionadas a doenças. Quando o organismo tem deficiência na produção de insulina temos o diabetes do tipo 1. Quando as células não reagem à insulina produzida temos o diabetes do tipo 2. Há evidências também que a resitência à insulina (células não reagirem a ela) esteja relacionada ao alto nível de triglicérides no sangue, ao baixo nível de HDL (colesterol bom) e ao excesso de peso (<a title="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/17165640?dopt=Citation" href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/17165640?dopt=Citation" target="_blank">http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/17165640?dopt=Citation</a>).</p>
<p>Há dados de um estudo, &#8220;<a title="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/14594783?dopt=Citation" href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/14594783?dopt=Citation" target="_blank"><em>Whole-grain intake and insulin sensitivity: the Insulin Resistance Atherosclerosis Study</em></a>&#8220;, que mostram que a alta ingestão de carboidratos integrais e a baixa ingestão de carboidratos refinados aumentam a sensibilidade a insulina.</p>
<p><strong>2 &#8211; São ricos em fibras e tem mais nutrientes</strong></p>
<p>Conforme explicado anteriormente, o grão integral é aquele que conserva o germe e a casca, ricos em nutrientes e fibras.</p>
<p>As fibras são um tipo de carboidrato que não é absorvido pelo nosso organismo porque não somos capazes que quebrar a sua molécula em açúcar. Agora, se elas não absorvidas, o que elas tem a ver com a dieta? Elas tem uma participação muito positiva no nosso organismo.</p>
<p>Há dois tipos delas, as solúveis as insolúveis. As solúveis se ligam as moléculas de gordura e ajudam a eliminá-la contribuindo na redução dos níveis sanguíneos de LDL (colesterol ruim). As insolúveis ajudam a empurrar o bolo alimentar ao longo do trato intestinal melhorando o funcionamento do intestino.</p>
<p>As fibras são presentes em altas quantidades nos grão integrais e está aí mais uma contribuição que eles dão a sua saúde.</p>
<p>Um outro problema dos grãos refinados é que o processo de refinamento industrial dos alimentos muitas vezes faz uso de produtos químicos. O grão refinado no fim é mais pobre em nutrientes e rico em aditivos químicos[1], então por que não darmos preferência ao integral?</p>
<p>Eu encontrei uma <a title="http://blogs.lavozdegalicia.es/menudeldia/2008/05/08/cereales-1%C2%AA-parte-integrales-vs-refinados/" href="http://blogs.lavozdegalicia.es/menudeldia/2008/05/08/cereales-1%C2%AA-parte-integrales-vs-refinados/" target="_blank">tabela de comparação nutricional</a> entre os carboidratos integrais e refinados. Achei muito interessante. Ela mostra a relação dos principais nutrientes e em que quantidades estão presentes em cada um.</p>
<p><em>[1] Exceção feita aos produtos orgânicos que em geral sofrem um processo de refinamento sem adição de produtos químicos nocivos. No entanto é importante ler o rótulo e a regulamentação à qual o produto está sujeito.</em></p>
<p><strong>3 &#8211; Baixo índice glicêmico</strong></p>
<p>Há um outro aspecto que diferencia os carboidratos integrais dos refinados chamado índice glicêmico. Os carboidratos são divididos em simples e complexos, diferenciando quando o carboidrato contém até duas moléculas de açúcar, simples, e quando tem três ou mais, complexo. A recomendação nutricional era baseada nessa classificação, recomendando-se preferencialmente a ingestão dos complexos em relação aos simples. Muitos textos ainda se baseiam nessa classificação. No entanto estudos foram mostrando que o fato de ser simples ou complexo não estava relacionado com o efeito que causavam no organismo. Assim essa divisão continua sendo boa do ponto de vista bioquímico mas não do metabólico. Foi criado então um novo índice, o tal do índice glicêmico. Ele indica o quão rápido o nível de açúcar no sangue é elevado pela ingestão de um determinado alimento. Por exemplo, se um alimento produz uma rápida elevação do nível de açúcar no sangue ele é considerado de alto índice glicêmico. Se a elevação é lenta e gradual, ele é considerado de baixo índice glicemico. Esse índice é calculado e há tabelas que classificam os alimentos.</p>
<p>Os grãos refinados são alimentos de alto índice glicêmico enquanto que os integrais de baixo índice. Alimentos de alto índice glicêmico tem se mostrado ligado ao aumento de risco de doenças cardíacas, diabetes e excesso de peso enquanto que os de baixo índice glicêmico ajudam a controlar o diabetes do tipo 2 e o peso.</p>
<p>Os estudos dos efeitos na saúde dos alimentos em relação aos índices glicêmicos não são unâmines. É preciso usar os dados como uma base de orientação. De qualquer modo, grão integrais, leguminosas (feijão, ervilha, etc), frutas são alimentos riquíssimos em nutrientes e fibras e contribuem para uma boa saúde em diversos outros aspectos.</p>
<p><strong>Conclusão</strong></p>
<p>Há diversas evidências de que os grão integrais contribuem para uma vida saudável. As facetas dessa contribuição ainda estão sendo estudadas mas o que me pareceu ser unânime é que os integrais são uma escolha mais adequada.</p>
<p>Não acho que se precise fazer uma mudança radical e abolir de vez os grãos refinados. Acredito que o ideal seja elevar a ingestão de grãos integrais em relação aos refinados. Inverter o quadro que a maioria das pessoas adota (porque é parte da cultura da alimentação brasileira) de comer o refinado como base e o integral de vez em quando. Mudar o hábito e trazer os grãos integrais para a base da dieta e fazer deles a principal fonte de carboidratos deixando os refinados para de vez em quando. Tudo acompanhado de bom senso e equilíbrio.</p>
<p><strong>Referências:</strong></p>
<ol>
<li>Escola de Saúde Pública, Universidade de Harvard. Em inglês.<em> The Nutrition Source Carbohydrates: Good Carbs Guide the Way</em>. Disponível em: <a title=":http://www.hsph.harvard.edu/nutritionsource/what-should-you-eat/carbohydrates-full-story/index.html" href=":http://www.hsph.harvard.edu/nutritionsource/what-should-you-eat/carbohydrates-full-story/index.html" target="_blank">http://www.hsph.harvard.edu/nutritionsource/what-should-you-eat/carbohydrates-full-story/index.html</a></li>
<li><span title="Mayo Clinic proceedings. Mayo Clinic.">Mayo Clin Proc.</span> Johnson LW, Weinstock RS. 2006; 81:1615–20. Em inglês. <em>The metabolic syndrome: concepts and controvers</em>y. Disponível em: <a title="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/17165640?dopt=Citation" href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/17165640?dopt=Citation" target="_blank">http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/17165640?dopt=Citation</a></li>
<li>American Journal of Clinical Nutrition. Liese AD, Roach AK, Sparks KC, Marquart L, D&#8217;Agostino RB, Jr, Mayer-Davis EJ. 2003; 78:965–71. Em inglês. <em>Whole-grain intake and insulin sensitivity: the Insulin Resistance Atherosclerosis Study</em>. Disponível em: <a title="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/14594783?dopt=Citation" href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/14594783?dopt=Citation" target="_blank">http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/14594783?dopt=Citation</a></li>
<li>Universidade de Sidney. Em inglês.<em> Base de dados com índice glicêmico dos alimentos atualizada para pesquisa</em>. Disponível em: <a title="http://www.glycemicindex.com/" href="http://www.glycemicindex.com/" target="_blank">http://www.glycemicindex.com</a></li>
<li>Wikipedia. Em inglês. <em>Whole Grain</em> (Grãos integrais). Disponível em: <a title="http://en.wikipedia.org/wiki/Whole_grain" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Whole_grain" target="_blank">http://en.wikipedia.org/wiki/Whole_grain</a></li>
<li>Menú del Día. Rendal, Noa Vázquez. 2008. Em espanhol. <em>Cereales (1ª parte): integrales vs refinados</em>. Disponível em: <a title="http://blogs.lavozdegalicia.es/menudeldia/2008/05/08/cereales-1%C2%AA-parte-integrales-vs-refinados/" href="http://blogs.lavozdegalicia.es/menudeldia/2008/05/08/cereales-1%C2%AA-parte-integrales-vs-refinados/" target="_blank">http://blogs.lavozdegalicia.es/menudeldia/2008/05/08/cereales-1%C2%AA-parte-integrales-vs-refinados/</a></li>
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		<title>Nutrição &#8211; Não só de gastronomia fala este blog</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Feb 2008 23:06:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carla Duclos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Nutrição]]></category>
		<category><![CDATA[Gastronomia]]></category>

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Apesar dos últimos posts serem todos sobre o tema gastronomia, não é apenas sobre ele que escrevo. :)

Um outro tema relacionado e que também sempre chamou minha atenção é Nutrição. Já fazem muitos anos que leio sobre o assunto e até já falei sobre isso <a title="http://www.entrepanelas.net/2005/03/30/nutrio-e-dietas/" href="http://www.entrepanelas.net/2005/03/30/nutrio-e-dietas/">aqui</a>. Cheguei a considerar cursar Nutrição na Universidade, mas depois percebi que era mais um interesse pessoal e que não tinha intenções de trabalhar como nutricionista.<p>--
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<a href="http://www.entrepanelas.net/2008/02/29/nutricao-nao-so-de-gastronomia-fala-este-blog/">Nutrição &#8211; Não só de gastronomia fala este blog</a> &eacute; um artigo de: <a href="http://www.entrepanelas.net">Entre Panelas</a></p>
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<div class="wp-caption alignleft" style="width: 149px"><a class="tt-flickr tt-flickr-Original" title="Ilustração Pirâmide alimentar" href="http://www.entrepanelas.net/fotos/photo/3761624545/ilustracao-piramide-alimentar.html"><img style="margin-left: 5px; margin-right: 5px;" src="http://farm3.static.flickr.com/2498/3761624545_27436da68d_o.jpg" alt="Ilustração Pirâmide alimentar" width="139" height="177" /></a><p class="wp-caption-text">Imagem retirada de: http://www.hsph.harvard.edu/nutritionsource/images/CD-rom%20photos/pyramid.JPG</p></div>
<p>Apesar dos últimos posts serem todos sobre o tema gastronomia, não é apenas sobre ele que escrevo. <img src='http://www.entrepanelas.net/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Um outro tema relacionado e que também sempre chamou minha atenção é Nutrição. Já fazem muitos anos que leio sobre o assunto e até já falei sobre isso <a title="http://www.entrepanelas.net/2005/03/30/nutrio-e-dietas/" href="http://www.entrepanelas.net/2005/03/30/nutrio-e-dietas/">aqui</a>. Cheguei a considerar cursar Nutrição na Universidade, mas depois percebi que era mais um interesse pessoal e que não tinha intenções de trabalhar como nutricionista.</p>
<p>Já fui vegetariana por 2 anos e foi nessa época que comecei a ler sobre alimentação, pois eu achava que deveria ter um cuidado maior com a alimentação devido a ausência completa de qualquer tipo de carne. A dieta deixou de ser vegetariana, mas o interesse pelo assunto continuou.</p>
<p>Como a gastronomia, a Nutrição ficou adormecida por alguns anos e voltou a vida com mais força recentemente. Não relacionado a uma dieta vegetariana desta vez, mas em busca de uma alimentação mais saudável.</p>
<p>Com tantos mitos que aparecem e desaparecem, uma hora são as gorduras, outra o colesterol, o aspartame, as gosduras-trans, marganina versus manteiga; com tantas dietas da moda; com o problema da obesidade se ampliando e se tornando caso de saúde pública em muitos países; a minha atenção se voltou novamente para a Nutrição.*</p>
<p>Não vou entrar em detalhes agora sobre o que penso em relação à alimentação e à como a sociedade vem lidando com isso ultimamente, mas sim, gostaria de indicar um site da Universidade de Harvard que considero de excelente qualidade. O site tem textos que abordam diversos assuntos relacionados a nutrição, são textos com referências bibliográficas, muito bem escritos. Enfim, acho uma excelente fonte de informação sobre o tema. O site está em inglês e recomendo muito sua leitura:</p>
<h2><a title=" http://www.hsph.harvard.edu/nutritionsource/" href="http://www.hsph.harvard.edu/nutritionsource/">The Nutrition Source</a><br />
Knowledge for Health Eating<br />
Department of Nutrition<br />
Harvard Shool of Public Health</h2>
<p><em>* Foi inclusive essa busca por uma alimentação mais saudável que provocou o meu reencontro com a gastronomia, porque não tem alimentação saudável que sustente a base de resturantes, congelados e &#8220;industrializados&#8221;. </em></p>
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