Cocada síria ou cocada alemã

cocada síria ou alemã

Essa cocada síria, ou alemã, é super fácil e prática. Já preparei diversas vezes. É cremosa, crocante por fora, macia por dentro, reconfortante.

É uma ótima opção para usar as claras de ovo que sobram de receitas que levam apenas gemas, como quindim ou sorvetes como esse delicioso sorvete de chocolate caseiro.  Outra opção excelente que eu já publiquei aqui é o bolo de claras fofíssimo aromatizado com limão.

Sempre que fazemos alguma receita que usa apenas as gemas dos ovos, eu congelo as claras que sobram. Claras cruas congelam super bem e duram até um ano no freezer. As vezes coloco elas individualmente em formas de gelo, as vezes congelo agrupadas num pote. Anoto a data e a quantidade e vou usando pra preparar gostosuras.

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Mingau de aveia com banana, xarope de bordô (mapple syrup) e passas

Mingau de aveia com banana, xarope de bordô e passas

Eu preparei esse mingau como lição de casa para um curso online que fiz no ano passado chamado “Nutrição infantil & cozinhando” (outro prato que preparei como lição pra esse curso foi o arroz de forno com espinafre e queijo).

As lições de casa do curso envolviam preparar pratos que atendessem a alguns requisitos. Para essa foi pedido um café da manhã nutritivo que fosse atrativo pra crianças.

Num dos vídeos aula, a professora ensinou a preparar um mingau de aveia que era adoçado apenas no final com xarope de bordô. Achei a idéia sensacional, pois adoramos o xarope aqui em casa. Você pode também usar mel no lugar do xarope, uma opção mais barata e também deliciosa.

Eu modifiquei um pouco o prato, cozinhando a aveia em leite e não em água, como a professora fez. Ela adicionava um pouco de leite no final sobre a aveia já cozida. Achei que ficaria mais gostoso e mais nutritivo cozinhá-la direto no leite, como fazemos no clássico mingau de aveia.

Para completar nutricionalmente o café da manhã, adicionei uma fruta ao mingau: banana.

Na receita eu coloco canela em pó no final e misturo. Fica gostoso também cozinhar a aveia com um pauzinho de canela. Aqui em casa o marido prefere sem, então muitas vezes eu apenas polvilho a canela na hora de servir na minha porção e na da Babyduc. E por cima de tudo coloco umas passas. Você pode também desenhar uma carinha feliz com as passas (as crianças curtem! :).

Eu, o maridão e a pequenina adoramos esse mingau.

Author: 
Recipe type: Café da manhã
Cuisine: Internacional
Prep time: 
Cook time: 
Total time: 

Serves: 2
 

Ingredients
  • 1 xícara de leite integral
  • 1 colher de sopa de aveia em flocos finos
  • 2 colheres de sopa de aveia em flocos
  • 1 banana picada em pedacinhos pequenos (ou amassada)
  • canela em pó à gosto
  • xarope de bordô (maple syrup) à gosto (ou mel)
  • passas à gosto

Instructions
  1. Coloque o leite, as aveias e a banana numa panela em fogo alto.
  2. Quando começar a ferver, reduza o fogo e mexa até que engrosse e a aveia e banana estejam cozidas.
  3. Desligue o fogo.
  4. Coloque uma pitada de canela em pó e mexa.
  5. Divida nas tigelas em que irá servir. Em cada uma coloque o xarope de bordô a gosto e algumas passas por cima.
  6. Sirva com as passas em forma de carinha feliz enquanto conta a história da Cachinhos Dourados e o mingau de aveia (opcional)

 

 

 

Receita de um delicioso sorvete de chocolate caseiro

sorvete_chocolate_caseiro

Na foto, o sorvete com calda de caramelo salgado em um ninho de merengue de baunilha, todos preparados em casa! Nham!

Oies. Esse é um artigo escrito pelo meu marido, o Daniel, do Ducs Amsterdam. É uma ótima dica pra refrescar seu verão, mas ficou tão bom que continuamos fazendo mesmo estando em pleno inverno na Holanda. Os únicos que não gostaram foram os fabricantes de sorvete industrializado… não quisemos mais saber deles depois que o Dani preparou esssa receita do David Lebovitz. E agora ele vai contar tudo pra vocês:

Esse ano tivemos aqui na Holanda algo que não tínhamos há muito tempo: um verão!

Pra aproveitar o raro evento, a Holanda se esparramou pelos canais, parques e, oh delícia, sorveterias. Só a família Ducs deve ter financiado meia dúzia de bikes novas pros donos das excelentes sorveterias locais.

Quando as folhas do outono começaram a cair amarelas de frio, as sorveterias fecharam, e fiquei eu com uma pequena guria pedindo sorvete. Duas gurias, quero dizer, porque a Carla também fez olho comprido. Em vez de comprar industrializados, resolvi fazer em casa.

O primeiro passo foi ler o excelente livro de receitas “The Perfect Scoop” do David Lebovitz (autor de um sensacional food blog em inglês). Era difícil concentrar na leitura por causa das fotos, mas fiz o meu melhor (sou da época que se comprava Playboy e dizia que era por causa das entrevistas, então tenho prática).

O melhor é que o texto do Lebovitz é que nem as receitas de sorvetes: leve e uma delícia. Acabei fazendo várias levas, outono e inverno adentro (confesssa que é bom tomar sorvete no inverno, vai).

Segue a receita do campeão de audiência daqui de casa: o delicioso sorvete de chocolate caseiro do David Lebovitz.

O que você vai precisar: equipamentos

Obrigatório:

— Uma sorveteira. Eu usei o acessório da Kitchen Aid, pré congelada por 24 hrs, mas qualquer modelo de sorveteira serve. (Existem técnicas pra fazer sorvete sem sorveteira, mas eu não testei)
— Uma panela (sauce pan)
— Uma tigela
— Um fouet
— Um coador grande
— Uma espátula de silicone
— Um medidor de líquido
— Uma travessa que caiba a tigela, pois você vai precisar fazer um banho de gelo no final do processo.

Opcionais, mas que facilitam horrores a vida:

— Uma balança de cozinha
— Um termômetro digital de cozinha, de leitura instântanea

E agora, a receita:

5.0 from 2 reviews

Author: 
Recipe type: Sobremesa
Cuisine: Internacional
Prep time: 
Cook time: 
Total time: 

Serves: 8
 

Ingredients
Parte 1:
  • 500 ml de creme de leite fresco. O Lebovitz especifica que é o heavy cream. Aqui na Holanda eu usei o slagroom. O lance é: tem que ter pelo menos 35% de gordura.
  • 140 g de chocolate meio amargo; eu usei o da Verkade versão puur, que é uma marca holandesa muito boa. Recomendo você a pegar a sua marca favorita de meio amargo, pegue coisa fina que vai fazer diferença. O puur da Verkade tem 55% de cacau.
  • 21 g (3 colheres de sopa) de cacau em pó [u]não adoçado[/u].
Parte 2:
  • 150 g (3/4 de xícara) de açúcar
  • 250 ml de leite integral
  • 1 pitada de sal
  • 5 gemas grandes de ovo
  • Meia colher de chá de essência de baunilha

Instructions
Parte 1: vamos fazer o creme de chocolate
  1. Pique a barra de chocolate em pedaços e deixe reservado.
  2. Separe 250 ml do creme de leite e coloque numa panela junto do cacau em pó. Aqueça, mexendo com o fouet pra misturar bem. Quando levantar fervura, abaixe o fogo e deixe fervendo em fogo baixo por 30 segundos, mexendo sempre.
  3. Quando der os 30 segundos, tire do fogo e coloque o chocolate picado. Misture até derreter tudo. Quando tiver derretido, coloque os outros 250 ml de creme, misture bem e derrame na tigela, raspando tudo direitinho da panela com a espátula de silicone.
  4. Coloque a tigela com o creme de chocolate dentro de uma travessa com água e gelo, daí coloque o coador em cima da tigela e deixe esperando o creme que vamos preparar na parte 2.
Parte 2: Vamos preparar o que em inglês se chama “custard”.
  1. Bata as gemas dos ovos e deixe reservado em um recipiente que caiba mais do que 250 ml de líquido.
  2. Na panela, misture bem o leite, o açúcar e o sal. Aqueça até ficar morno (eu costumo aquecer até pouco mais de 70°, mas não precisa ser exato nesse ponto).
  3. Agora vem uma parte crítica: com uma mão vá derrubando, beeeem devagar e aos poucos, o leite em cima das gemas de ovo, enquanto com a outra mão você vai mexendo as gemas com o fouet. A idéia é incorporar o leite morno com as gemas, mas se você virar tudo de uma vez, ou muito rápido, ou sem ficar mexendo as gemas, elas irão cozinhar e você vai ficar com uma omelete cara em vez de sorvete.
  4. Vá virando devagarzinho o leite e misturando usando o fouet com empolgação na outra mão.
  5. Quando tiver tudo misturado, volte o líquido pra panela e comece a aquecer, sempre mexendo com a espátula. Não pare de mexer, isso é importante.
  6. Essa é a outra parte crítica: se você esquentar demais essa mistura, ela vira ovo mexido. É preciso dar o ponto certinho. Eu uso o termômetro e aqueço ela até dar entre 77° e 79°. Nunca falha, e nisso o termômetro culinário é uma mão na roda.
  7. (Uma dica do Lebovitz: se você não tem o termômetro, pode acertar o ponto no olhômetro: teste a mistura na espátula, passando o dedo: se deixar rastro, está pronta – eu nunca usei esse método, prefiro sempre olhar a temperatura, que não falha, mas fica o registro).
Misturando os 2 cremes:
  1. Quando atingir essa temperatura (entre 77 e 79°), tire o custard do fogo e coe virando tudo na tigela onde está reservado o creme de chocolate e comece a misturar. Coloque a essência de baunilha e vá misturando até esfriar bem (pra isso que serve o banho de gelo: ele interrompe o cozimento das gemas).
Finalizando:
  1. All right. Agora, coloque a tigela na geladeira e finja que não tem sorvete sendo preparado na sua casa por pelo menos 8 horas. Jogue paciência, poste no Facebook “tô fazendo sorvete! Sozinho!”, leia um livro até cair no sono… O ideal é deixar a mistura virar a noite descansando.
  2. No dia seguinte, tire da geladeira, dê uma mexida e bata na sorveteira até dar o ponto (varia de sorveteira pra sorveteira; na minha é cerca de 10 minutos batendo na velocidade mínima).
  3. Está pronto, só que você vai notar que está ainda bastante mole; você pode comer assim, mas eu prefiro deixar no congelador por umas duas horas pra acertar a consistência.
  4. Tire do congelador de 5 a 10 minutos antes de servir e impressione a todos.

 

Se quiser comprar o livro do Lebovitz, tem na Amazon, e se você usar ESSE LINK, eu ganho uma pequena comissão que prontamente irá virar mais sorvete :)

Receita: Cheescake rápido da Nigella

Cheescake rapido da Nigela

Escolhi estrear 2013 com uma sobremesa para adoçar a vida de todos nós. Eu preparei esse cheescake no dia de Natal aqui em casa. Esse cheescake da Nigella é diferente dos tradicionais e não vai ao forno, o que o torna mais simples e rápido de preparar. E como eu sempre digo, não adianta ser prático se não for gostoso.

Esse cheescake com sua textura suave e sabor delicado, combinado com uma calda de cereja pouco doce que equilibra o creme, é uma delícia para ser saboreada e tornar especial qualquer ocasião, do seu jantar em casa com a família, a receber os amigos ou à celebração de Natal.

Adaptando um pouquinho a receita

A receita é de um dos livros que tenho da Nigella, o Nigella Express e está também disponível em inglês no site dela. Eu sou fã de suas receitas. Já preparei diversas e são sempre um sucesso. Aqui no blog tem o estrogonofe de cogumelos e as panquecas escocesas, ambos deliciosos.

Na primeira vez que preparei esse Cheescake, segui ao pé da letra sem modificar nada, e na segunda fiz duas pequenas modificações: aumentei a quantidade de limão siciliano no creme e assei a base de massa para deixá-la mais sequinha. Gostei dos resultados e é essa versão que indico aqui.

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Rabanada de Panetone

Rabanada de Panetone

O fim do ano se aproxima, com ele as festas e muitas delícias tradicionais e típicas dessa época. Aqui na Holanda há diversas comidas sazonais, e diversas delas são relacionadas as festividades do Natal e Sinterklaas, muito mais forte que o Natal para muitos holandeses.

A Babyduc já virou grande fã dos pepernoten, uns biscoitinhos com especiarias típicos de Sinterklaas. E você não precisa estar na Holanda pra comer, eu já publiquei a receita de pepernoten.

Embora as especiarias reinem nos doces dessa época, o que eu adoro, um dos meus doces favoritos de fim de ano é o nosso bom e velho panetone, que não leva nada de especiarias.

Em busca de receitas caseiras

Na Holanda o panetone não tem muito destaque. Dá pra encontrar em lojas especializadas de produtos italianos e brasileiros, em geral a preços bem caprichados. Por isso, estou sempre em busca de receitas de panetone para testar e saciar minhas lombrigas. Já publiquei um panetone de cranberries, chocolate e pistache que é delicioso. Esse ano estou testanto um de frutas secas.

Panetone caseiro tem a vantagem de não ter conservantes; você seleciona a qualidade dos ingredientes que vai usar e ainda se diverte no processo de prepará-lo. Não? Ah, eu adoro colocar a mão na massa.

Aproveitando o panetone

Agora, pela falta de conservantes, o panetone caseiro resseca rápido. E para não comer panetone seco, caso ele sobreviva ao nosso apetite por uns 2 ou 3 dias, há diversas receitas para reaproveitá-lo.

E uma delas, mega simples e rápida de preparar é a rabanada de panetone, também conhecida como fatia de parida na Bahia, e em outras línguas como french toast, pain perdu ou pan perdido.

Você junta duas tradições, rabanada e panetone, dá um toque com especiarias e tem um café da manhã (ou da tarde) especial com uma receita internacional.

Só de lembrar dela, já estou com água na boca. Nham.

Vamos à receita?

Rabanada de Panetone
Author: 
Recipe type: Café da manhã
Cuisine: Brasileira / Internacional
Prep time: 
Cook time: 
Total time: 

 

Rabanada para panetone
Ingredients
  • 1 xicara de leite
  • 1 ovo
  • canela em pó
  • nós-moscada ralada na hora
  • açúcar e canela a gosto para polvilhar

Instructions
  1. Misture tudo com um fouet.
  2. Derreta um pouco de manteiga numa frigideira anti-aderente.
  3. Passe as fatias de panetone na mistura de leite e coloque na frigideira.
  4. Quando estiver dourado no lado que está pra baixo, vire e deixe dourar do outro lado.
  5. Retire, polvilhe com açúcar e canela e sirva.

 

Mingau de aveia

Mingau de aveia

Esse inverno tem sido o mais fraco desde que cheguei na Holanda em 2007. Já passamos da metade de janeiro, não rolou neve nem vorst e as temperaturas estavam bem positivas, acima dos 5 graus, o que é raro pra essa época do ano. Mas essa semana as temperaturas finalmente baixaram de zero. Saí de casa pro trabalho com fresquinhos -4°C.

Pra combinar com esse friozinho, selecionei uma receita extremamente simples, nutritiva e muito reconfortante: um mingau de aveia. Tenho feito esse mingau toda vez que me bate uma fominha e quero comer algo que me alimente e me deixe feliz. Amamentar me deixa com muita fome e o mingau é fácil e rápido de fazer além de nutritivo.

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Panetone de cranberries secas, pistache e chocolate

Panetone visto de cima

Estamos a pouquíssimos dias do Natal e trago uma receita clássica para essa época do ano, um panetone. Eu sou louca por panetone e por isso foi a receita natalina escolhida. O pessoal que acompanha o Entre Panelas no Facebook já ficou sabendo enquanto eu o preparava que se desse certo a receita viria para o Entre Panelas. E  aqui está.

Por que fazer panetone em casa?

Aqui na Holanda ele não é simples de se encontrar como no Brasil. Tem, mas em geral ou é muito caro ou não é muito bom. Além do quê os industrializados vêm carregados de conservantes e essência de panetone que embora eu goste, me é bastante indigesta. Com tudo isso, nada melhor que colocar as mãos à massa e fazer um panetone caseiro, onde você sabe exatamente o que vai nele e pode usar ingredientes de qualidade e obter um produto superior aos industrializados em qualidade e sabor.

Qual receita escolhi?

Há muitas receitas, e a escolhida foi uma do Technicolor Kitchen, blog que gosto muito e que já apareceu por aqui nos potinhos de limão siciliano e no delicioso bolo de banana com farofa doce de cobertura. Tudo o que já preparei de lá deu certo e isso me dava mais segurança ao selecionar a receita.

Além da praticidade, a Patricia do TK me convenceu a fazer panetone em casa com a idéia de prepará-lo numa forma convencional de bolo, porque nunca vi para vender aqui aquelas formas de papel para assá-lo. Aliás, se alguém souber da existência dessas formas na Holanda, agradeço a indicação.

Panetone cortado

Diante de uma receita simples de preparar, com uma combinação de ingredientes diferente como cranberries, pistache e chocolate, e a proposta de assá-lo numa forma de bolo, fui pra cozinha tirar o pó da minha Kitchen Aid e usá-la pela primeira vez após o nascimento da Babyduc. Desde a vinda da bebê, minha batedeira estava lá quietinha no canto da bancada da cozinha. Nada melhor que um panetone pra colocá-la em ação. Mas, apesar de eu ter usado a batedeira, esse panetone pode ser feito a mão, o que descrevi no modo de preparo.

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Rosca de maçã

Rosca de maçã

Após minha licença maternidade, que incluiu uma pausa com o blog, volto com uma receita deliciosa de rosca de maçã. Essa rosca foi preparada pela minha mãe  aqui na Holanda quando ela veio acompanhar o nascimento da Babyduc. O apoio dela e do meu pai no início da chegada da bebê foram fundamentais e é a eles que dedico esse post.

De onde vem a receita?

Minha mãe sabe que adoro cozinhar e então ela trouxe pra mim algumas receitas anotadas em pedaços de papel e um livro antigo daquela marca de açúcar famosa no Brasil. Ela tinha 2 unidades e achou que eu gostaria do presente. Gostei.

O livro tem algumas receitas que minha mãe já preparava há um tempo em casa e eu descobri que meu bolo de aniversário de 2 anos saiu desse livro, preparado por uma das minhas tias. Uma das coisas divertidíssimas do livro são os absurdos que ele fala a respeito dos benefícios do açúcar refinado. Eu ri muito lendo todas aquelas barbaridades.

Mas ignorando toda a parte “educativa” do livro, ele tem algumas receitas interessantes, dentre elas essa rosca de maçã.

Possíveis variações

Essa rosca de maçã é muito suave e apesar de estar num livro propaganda de açúcar, ela é bem pouco doce. Originalmente ela leva uma calda de açúcar de cobertura, mas minha mãe sempre fez sem a calda.

A rosca é um pão doce recheado com maçã, perfeito para comer acompanhado de um chá ou café.

Há algumas variações dessa receita que pretendo preparar e que deixo aqui como sugestão. Uma delas é fazer com uma calda de açúcar de cobertura e outra, adicionando canela ao recheio, pois acho que maçã e canela formam um grande par.

Rosca de maçã

 

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Bolo de banana com farofa doce de cobertura (streusel)

Pedaço de bolo de banana com farofa doce de cobertura

Apesar do último artigo aqui no Entre Panelas ter sido um bolo de cenoura com banana e nozes, escolhi trazer hoje mais uma receita de bolo e de banana. Esse bolo é tão saboroso que não resisti em compartilhá-lo aqui o quanto antes.

A receita é do Technicolor Kitchen da Patrícia Scarpin, excelente blog que já apareceu por aqui em outras receitas, como os potinhos de limão siciliano, e que recomendo muito. O que eu preparo de lá é sempre sucesso aqui em casa.

O bolo é um bolo úmido com sabor de banana presente na medida certa. A farofa doce que vai na cobertura harmoniza em textura e sabor com o bolo.

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Mousse de Chocolate

Mousse de Chocolate

Estou lendo o “The Sweet Life in Paris” do David Lebovitz. Sou leitora assídua de seu blog e fã de suas receitas e textos, que muitas vezes me fazem rir alto em frente ao computador. O livro já estava há algum tempo na minha whish list e, após alguns comentários positivios da Lu Betenson sobre o livro no Twitter e com uma viagem pra Paris marcada para o mês que vem, comprei imediatamente o livro e comecei a ler. Inclusive quem tiver dicas de Paris, agradeço muito se puderem deixá-las nos comentários.

Foi deste livro que tirei essa deliciosa receita de mousse de chocolate que eu trago aqui no blog hoje. Ela é simples de preparar e de um sabor e cremosidade incríveis. Foi sucesso absoluto aqui em casa e num almoço onde servi como sobremesa pra um casal de amigos.

Sobre o livro, “The Sweet Life in Paris”

Estou adorando o livro onde David conta sua experiência como expatriado em Paris, descrevendo o comportamento dos parisienses e narrando algumas de suas aventuras por lá. Me identifico em muitos pontos com o livro, uma vez que também sou uma expatriada, antes em Amsterdam e agora em Haia. Em muito o comportamento dos parisienses se assemelha com o dos amsterdaneses. Acho que no Brasil, com a forte influência norte-americana na cultura, sinto as vezes que enfrento aqui alguns dos mesmos choques culturais que ele enfrenta na França. Tudo isso é narrado com um toque de humor que torna a leitura muito agradável e divertida. Além disso, cada capítulo é acompanhado de uma ou duas receitas e, aqui está a outra coisa de que sou fã do David, suas receitas, até o momento infalíveis.

As receitas do David Lebovitz

O que já preparamos aqui em casa dele, não só deu certo como adoramos. A tapenade de azeitonas pretas e figos é dele, já fiz também a tapenade de azeitonas verdes e alcachofra, deliciosa, e meu marido preparou um frango assado do blog dele, simplesmente espetacular.

Não foi diferente com essa mousse. O livro traz duas receitas de mousse, uma clássica com ovos e a outra com creme de leite para quem tem restrições com ovo cru. Eu não me importo com ovos crus, então optei pela clássica receita francesa. O David Lebovitz conta que ao alertar seus amigos franceses que na mousse haviam ovos crus ouviu de volta “De que outra maneira você faria uma mousse?“. Alertar um francês que a mousse de chocolate tem ovos crus é como alertá-lo que tem chocolate. hehe.

A mousse de chocolate

Mais uma vez a receita dele se transformou num sucesso absoluto, uma mousse de uma cremosidade e sabor intensos.

O que é muito importante e faz toda diferença nessa receita é usar um chocolate de qualidade, o melhor que você puder. É ele que vai dar o sabor à sua mousse, então capriche. Outra dica é como os ovos são usados crus, use os mais frescos que você puder e eu recomendo que sejam orgânicos também.

A receita dele é preparada com Chartreuse. Ele indica como opção de substituição qualquer licor de sua preferência, café ou água mesmo. Eu usei café, pois não tinha nenhum licor em casa e, como adoro café, optei por ele. Ainda quero fazer com Sheridan’s e Amarula, meus licores favoritos.

No mais fiz a receita ao pé da letra. Ele diz que dá de 4 a 6 porções, o que é verdade, mas se os comedores forem mais formigas, eu aconselho considerar 4 porções. Você pode colocá-la numa travessa única ou dividí-la em potinhos individuais. Fiz das duas maneiras e ambas ficaram ótimas. Pode ser servido com ou sem chantily. Como eu adoro chantily, gosto de comer com uma pequena porção dele, mas é realmente opcional.

Mais dicas de sobremesas?

Se quiser dar uma olhada numa sobremesa cítrica e não de chocolate, tem aqui os potinhos de limão siciliano que são também uma delicia:

Potinhos de limão siciliano

Se quiser continuar no chocolate, tem aqui uma torta mousse de chocolate, numa versão de mousse com creme de leite:

Torta Mousse de Chocolate

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Receita de Mousse de Chocolate

De David lebovitz, do livro “The Sweet Life in Paris”.

Ingredientes:

  • 200 gramas de chocolate amargo ou meio-amargo, picado (Usei meio-amargo)
  • 3 colheres de sopa de água
  • 2 colheres de sopa de café forte (se preferir, substitua por Chartreuse ou um licor de sua preferência)
  • 4 ovos grandes, claras e gemas separadas (Eu peneiro as gemas para não ficar com sabor forte de ovo)
  • Pitada de sal

Modo de Preparo:

  1. Numa tigela média, coloque o chocolate, o café e a água e leve ao banho-maria em água quase fervendo. Cuidado para não ficar muito quente.
  2. Quando o chocolate estiver quase derretido, retire do fogo e mexa até ficar cremoso. Reserve.
  3. Numa outra tigela coloque as claras e a pitada de sal e bata até o ponto de neve firme. Elas devem estar firmes, mas cremosas e não granulentas.
  4. Coloque as gemas peneiradas no chocolate e misture.
  5. Adicione um terço das claras em neve à mistura de chocolate e gemas e incorpore, mexendo delicadamente de baixo pra cima com uma espátula*. Adicione o restante das claras e incorpore delicadamente até que as claras em neve não estejam mais visíveis.
  6. Coloque numa tigela ou distribua em potinhos individuais, cubra com papel filme e leve à geladeira por no mínimo 3 horas (eu fiz de um dia para o outro).

* Em inglês, o termo usado para a técnica de incorporar as claras em neve é chamado de fold. Indico aqui um link com um vídeo em inglês demonstrando essa técnica: “How to “fold in” ingredients“[/print_this]

Mousse de Chocolate