Salmão é um peixe que figura entre meus favoritos. Gosto dele preparado de diversas maneiras. Já publiquei aqui o salmão ao forno que é sucesso absoluto. Hoje vou falar dele preparado ensopado com molho de tomates, uma receita deliciosa que foi criada pelo meu marido.
Em uma participação especial aqui no Entre Panelas ele contou sobre sua experiência como aprendiz na cozinha. Uma das receitas que lhe ensinei e que está inclusive publicada em seu texto, foi a de peixe branco ensopado. Um belo dia chego em casa e me deparo com um salmão preparado com molho de tomates. A idéia a princípio me pareceu estranha, pois nunca tinha imaginado preparar o salmão dessa maneira. Que agradável surpresa que foi este prato. A combinação do salmão com o molho vermelho é excelente. Este prato é simplesmente delicioso!
Em casa usamos sempre tomates frescos para preparar molho de tomates. Uma vez que se começa a preparar, percebe-se que é tão simples que passamos a não entender porque compramos latas de molho pronto ácidos e cheio de conservantes por tanto tempo.
Para o salmão ensopado prepara-se primeiro um molho de tomates, adiciona-se o salmão que irá cozinhar no molho e assim que o salmão estiver cozido é só servir.
O preparo do molho de tomates como explicado aqui pode ser aplicado para qualquer molho vermelho que se deseje utilizar.
Salmão ao molho de tomates
Para 2 pessoas
Ingredientes:
280 g de salmão em posta.
1 cebola pequena.
1 dente de alho.
5 tomates.
1 punhado de salsinha.
1 punhado de cebolinha.
Para temperar o molho: sal, orégano, páprica e tabasco.
Para temperar o peixe: sal, azeite de oliva, limão, gengibre em pó.
Modo de preparo:
Tempere o salmão:
Em uma tijela coloque o(s) pedaço(s) de salmão e tempere com azeite, limão, sal e gengibre em pó. Deixe marinar o por uns 15 minutos.
Enquanto isso prepare os tomates e o molho.
Prepare os tomates para o molho:
Coloque uma panela com água no fogo (suficiente para mergulhar os 5 tomates inteiros).
Quando a água ferver, desligue o fogo, coloque os tomates e tampe a panela. Aguarde cerca de 10 minutos.
Verifique os tomates, se perceber que a pele começa a soltar, escorra a água e com as mãos remova a pele do tomates.
Pique-os e reserve.
Prepare o salmão ao molho de tomates
Leve uma panela ao fogo com um pouco de azeite e aqueça. Adicione a cebola e o alho picados e refogue até que a cebola esteja translúcida.
Adicione os tomates, mexa bem. Tempere com sal, páprica e orégano a gosto. Tampe e deixe apurando em fogo baixo por cerca de 15 minutos. Acompanhe e mexa de vez em quando. Quando o molho estiver ligeiramente encorpado, prove o tempero e ajuste se nescessário. Adicone algumas gotas de molho de tabasco a gosto (opcional).
Adicione o salmão ao molho e cuidadosamente envolva o peixe com o molho de tomates.
Tampe a panela e deixe cozinhando em fogo baixo por aproximadamente 15 minutos. Verifique de tempos e tempos e mexa muito cuidadosamente para nao despedaçar o salmão.
Prove o ponto do peixe, o molho e ajuste mais algum tempero se desejar.
Quando pronto, desligue o fogo e adicione um punhado de salsinha e um de cebolinha. Mexa levemente.
Sugestão: Sirva acompanhado de arroz ou purê de batatas e uma salada de folhas.
Publiquei um artigo no Ducs em Amsterdam (Site sobre a experiência de viver em Amsterdam, criado em conjunto com meu marido, mantido atualmente por ele, onde escrevo eventualmente) com dicas de restaurantes em Amsterdam. Aqui no Entre Panelas você encontra dicas de restaurantes em São Paulo baseadas nas minhas últimas 2 visitas ao Brasil e, no link a seguir as dicas de restaurantes que reuni junto com meu marido após cerca de 1 ano e meio vivendo em Amsterdam, Holanda.
Se passar por Amsterdam, não deixe de conferir nossas dicas.
Com a mudança pra Holanda acabei descobrindo que existiam diferentes tipos de lentilhas. Enquanto estava no Brasil conhecia apenas a lentilha verde e achava que aquela era a única existente. Ao contrário do que muitas vezes se tem idéia, aqui na Holanda acabo encontrando mais variedades de grãos do que encontrava no Brasil. Isso rendeu até um artigo, “Sim, tem feijão na Holanda” no Ducs em Amsterdam.
A lentilha verde nunca esteve entre meus grãos favoritos e eu raramente a comia. Querendo ampliar a diversidade de grãos na alimentação, decidi partir pros outros tipos de lentilha como a vermelha e a amarela. A vermelha eu usei numa receita de Chilli Vegetariano da Nigella e ficou sensacional! A amarela eu fiz uma sopa, receita da Valentina do Trem Bom, e ficou deliciosa! Com a amarela minha mãe preparou também uma outra versão de sopa, apenas temperada com alho e cebola, adicionando um macarrãozinho no final e ficou ótima. Depois dessas experiências com as lentilhas vermelha e amarela, pretendo dar mais uma chance pra verde. Além ainda de tentar outros tipos, pois a variedade desse grão vai mais longe (http://en.wikipedia.org/wiki/Lentil).
Deixo aqui a receita da sopa de lentilhas amarelas que preparei a partir da receita do Trem Bom. Fiz pequenas modificações, segue minha versão adaptada. Você pode usar também outro tipo de lentilha no preparo desta sopa.
250 g de lentilhas amarela (pode usar de outra cor)
50g de gengibre fresco ralado
1 litro de água (Eu estava sem caldo de legumes, melhor usar o caldo se tiver.)
1 colher de café de coentro em pó
1 colher de café de cominho em pó
1 punhado de cebolinha verde picada
1 colher de sopa de azeite de oliva
pimenta do reino moída na hora para servir
sal
Modo de Preparo:
Lave e escorra as lentilhas. Transfira-as para uma panela e cubra com 1 litro de água e leve o fogo.
Acrescente o gengibre, o coentro, o cominho e o sal. Quando ferver verifique o tempero e ajuste se necessário.
Deixe cozinhar até que as lentilhas fiquem macias. Se necessário acrescente mais água e ajuste o tempero novamente.
Quando a lentilha estiver cozida, passe metade da sopa pelo liquidificador (eu gosto de deixar metade com os grãos, mas se preferir, bata toda a sopa). Volte à panela, aqueça um pouco mais e sirva.
Sobre cada prato regue um fio de azeite, coloque um pouco de pimenta do reino moída na hora e um pouco de cebolinha verde.
Acompanhamento:
Para acompanhar a sopa usei fatias de pão integral torradas com azeite, orégano e queijo parmesão ralado.
Ingredientes
fatias de pão integral cortadas no meio na diagonal (1 por pessoa)
azeite de oliva
queijo parmesão ralado
orégano
Modo de preparo:
Regue um pouco de azeite de oliva sobre o pão e polvilhe o queijo ralado e o orégano.
Leve ao forno para torrar e sirva acompanhando a sopa.
Estive por pouco mais de três semanas de férias no Brasil. Foi muito bom rever a família e os amigos em Florianópolis e São Paulo. Difícil foi a partida, mas também muito bom o retorno ao país que tem sido minha casa no último ano e meio. Ainda sobre os efeitos do jet-lag, me recupero da exaustiva viagem de volta que trouxe comigo e o marido, nossos queridos gatos, o Linus e a Boo.
Na passagem por São Paulo, não consegui fazer o turismo que gostaria em museus, nem visitar o mercado municipal (que vergonhosamente não conheço), mas consegui fazer algum tour gastronômico por lá, porque afinal de contas em São Paulo, precisa se esforçar pra ficar longe das variadas e excelentes opções gastronômicas que a cidade oferece. Eu comi boas pizzas na Itália, mas nenhuma chegava perto de uma boa pizza paulistana como a do I Viteloni por exemplo. Sushi e sashimi, não achei nada tão bom quanto os do meu restaurante preferido em São Paulo, o Kampai, e ainda tive duas novas experiências que foram um restaurante de Lamen na Liberdade e um restaurante austríaco em Pinheiros, ambos recomendados. Outra coisa boa pra se fazer em São Paulo é tomar um brunch com os amigos no domingo de manhã, e foi o que fiz. Fui ao Pain et Chocolat em Moema com amigos. O brunch é completíssimo, recomendo a experiência.
Meu restaurante japonês preferido
Ao desembarcarmos (eu e o marido) em Congonhas vindos de Florianópolis já inicamos nossa jornada gastronômica e fomos com nossos amigos Erre e Aline, jantar no Kampai, restaurante japonês até hoje imbatível pra mim em São Paulo. Eles oferecem rodízio e pratos a la carte. O menu a la carte eu nunca experimentei, pois não resisto ao sensacional rodízio que inclui sashimi a vontade, o que pra mim é um grande diferencial aliado a qualidade na comida que o restaurante oferece. O rodízio inclui também pratos quentes, dentre os quais eu recomendo a anchova grelhada. O ambiente é descontraído, agradável e familiar. Ele é a minha recomendação para um bom rodízio de comida japonesa em São Paulo. De tão bom, o restaurante mereceu mais duas visitas nessas férias, uma só eu e o marido e a outra com amigos, irmãs e cunhados.
Restaurante Kampai
Cozinha: Japonesa
Website: http://www.kampairest.com.br
Há duas unidades,uma em Moema e outra no Itaim. Gosto mais da unidade do Itaim.
Endereço:
Itaim: R. Pedroso Alvarenga, 1085 – (11) 3079-0505
Moema: R. Gaivota, 501 – (11) 5051-3042
Horário:
Itaim – seg-qui: 12:00-15:00 e 19:00-00:00, sex: 12:00-15:00 e 19:00-01:00, sab: 13:00-16:00 e 19:00-01:00, fechado aos domingos.
Moema – ter-qui: 12:00-15:00 e 19:00-23:30, sex: 12:00-15:00 e 19:00-00:00, sab: 13:00-16:00 e 19:00-00:00, dom: 13:00-23:00.
Primeira descoberta, Lamen Kazu, restaurante de lamen na Liberdade
Num sábado, fomos também com o Erre e a Aline no bairro da Liberdade para comer um lamen num restaurante que eles haviam experimentado e gostado muito. O restaurante que eles conheciam já estava fechado e acabamos seguindo a indicação de um amigo deles e indo num outro restaurante também de lamen na região. O lamen que comi estava ótimo. Pedi um que vinha com um caldo de misso. Achei bem gostoso. A porção é muito bem servida e confesso que fui vencida! Não dei conta de comer todo o prato por mais gostoso que estivesse, e tava. Se quiser comer um bom lamen em São Paulo, vá lá. Espero na próxima ida ao Brasil provar o lamen no outro restaurante que íamos originalmente e então poderei comenntar sobre o outro por aqui também. Por enquanto fica essa indicação que não irá decepcionar.
Restaurante Lamen Kazu
Cozinha: Oriental – especializada em Lamen. Website: http://www.lamenkazu.com.br/Rua Thomaz Gonzaga, 51 Liberdade – (11) 3277-4286 Horario: 11-15:00 e 18-22:30, dom: 11-15:00 e 18-21:00, fechado as terças.
Segunda descoberta, o agradável austríaco Wolf’s Garten
Uma boa surpresa e agradável descoberta, também indicado pelos nossos amigos já citados ali em cima, foi o austríaco Wolf. O atendimento foi feito pelos donos do restaurante e foi de primeiríssima qualidade. Extremamente atenciosos, simpáticos, nos proporcionaram momentos muito agradáveis. Além do atendimento a comida é sensacional, a começar pelas entradas. O queijo branco de fabricação própria é simplesmente espetacular. Se tudo der certo, na próxima vez faço um curso com o chef pra aprender a fazer esse queijo. Além do queijo branco, tudo o que foi servido de entrada, incluindo os pães, eram preparados na casa.
Meu prato principal foi um peixe à moda do chef. Pedi pra ser surpresa e que me revelassem apenas na hora o que o prato continha. A surpresa foi ótima! O prato esava muito bom! De sobremesa, pedi um prato típico austríaco que levava frutas, uma massa que lembra panqueca e caramelo, servido quente. Delicioso!
A decoração é aconchegante. Recomendo muito uma visita.
Restaurante Wolf’s Garten
Website: http://www.wolfsgarten.com/
Endereço: Lisboa, 284. São Paulo – SP. Telefone 11 3088-4376
Horário: seg: 12:00-15:00, ter-sex: 12:00-15:00 e 19:30-23:00, sab: 12:00-16:00 e 20:00-24:00, fechado aos domingos.
Pain et Chocolat
Eu já conhecia o Pain, mas não o seu brunch. Foi outra ótima descoberta. Você paga um valor fixo e come a vontade. O bufê é bem completo e ele está mais pra um café colonial do que para um café da manhã inglês, embora entre as opções havia salsisha com molho e ovos mexidos. Eu que sou fãzona de um bom café colonial, me fartei passando longe das salsishas. Mas o legal é que atende a todos os gostos. Destaques pra mim foram o pudim de tapioca, delicioso, e os brioches que estavam fresquíssimos.
Só uma dica, de domingo lota! Então chegue cedo ou esteja preparado pra esperar um pouco até que uma mesa seja liberada. O brunch compensa!
Infelizmente não tirei fotos no Pain, vou ficar devendo.
Pain et Chocolat
Website: http://www.painetchocolat.com.br/
Endereço: Rua Canário, 1301
Horário: 11h/22h (sáb. e dom. a partir 8h30 ; fecha seg). Café-da-manhã, 8h30/14h (sáb., dom. e feriados).
A melhor pizza de São Paulo
Para acabar em pizza, quero falar do I Viteloni. Conhecemos o restaurante quando visitamos o Brasil em outubro do ano passado e dessa vez repetimos a pizza, mas em casa (Again, thanks Erre e Aline). Posso dizer que considero a pizza do I Viteloni a melhor de São Paulo. São muito boas também a do Brás e da Speranza, mas elas ficam com o segundo e terceiro lugar respectivamente na minha modesta opinião.
A clássica de Muzzarela do I Viteloni já detona. A minha preferida é a de cogumelos mistos, sensacional. Recomendo provar também a de alho-poro com mascarpone e shitake. Diferente e muito saborosa. Adoro também. Se for ao restaurante, peça ao garçom os azeites especiais temperados da casa. O de limão foi o que mais gostei, mas eles tem vários. Ficam ótimos na pizza. De sobremesa, recomendo a degustação de sorvetes. Diversos sabores, dos comuns aos exóticos, como de erva doce e manjericão. Todos excelentes. Nós dividimos a sobremesa em quatro pessoas e a quantidade foi ideal pra 4 mesmo. Passando por São Paulo, não deixe de comer a melhor pizza da cidade e vá ao I Viteloni.
Restaurante Pizzaria I Viteloni
Website: http://www.ivitelloni.com.br
Endereço: Rua Conde Sílvio Álvares Penteado, 31 – Zona Oeste – 3816-3071
Horário: ter-qui: 19:00-00:00, sex-dom: a partir das 18:00, fechado na segunda.
Além da gastronomia indiana, outra que me atrai é a asiática. Essa é imensa. Temos a japonesa, a chinesa, a tailandesa e por aí vai. A japonesa eu já sou fã há alguns anos. Sushi e sashimi figuram entre meus pratos favoritos. Há muito tempo atrás já tentei prepará-los, mas sem sucesso. Não desisti e cotinuam na minha meta. Quando eu chegar lá, vocês saberão. A comida chinesa sempre impliquei um pouco, pois o que havia experimentado tinha achado muito gorduroso. Não que eu não gostasse, mas considerava muito forte e não apreciava tanto quanto a japonesa. Hoje já experimentei mais e mudei de opinião. A tailandesa experimentei alguns petiscos preparados por uma colega tailandesa do curso de holandês e fui a um restaurante em Amsterdam há poucos meses e achei muito saborosa. Outra que tentarei aprender mais. Os curries deles são muito bons!
Navegando pelo universo gastronômico na web encontrei o site da Jaden Hair, o “Steamy Kitchen, Modern Asian“. Gostei muito do site e o primeiro prato que preparei dele já foi um sucesso absoluto, o “Stir fried eggs, shrimp and peas”. Eu traduzi “stir fried” por “refogado”, pois acho que é a palavra que temos no português com a definição que mais se aproxima, embora elas não signifiquem exatamente a mesma coisa.
“É uma técnica de cozinhar que envolve fritar o alimento em fogo alto numa panela com um pouco de óleo. Geralmente mexe-se frequentemente o alimento durante esse processo. A panela wok é própria para essa técnica.”
Refogar, de acordo com o Houais:
“verbo
Rubrica: culinária.
transitivo direto
1 passar os temperos por gordura fervente
Ex.: r. alho, cebola e tomate
transitivo direto
2 cozinhar com refogado; guisar
Ex.: r. o peixe ”
No wikibook, na página que descreve o que é str-frying há algumas dicas práticas legais sobre como fazer o stir-frying.
A minha história do preparo deste prato foi interessante. Ele leva pimenta fresca vermelha. Toda vez que uso a pimenta fresca eu retiro as sementes. Nós gostamos de pimenta, mas não em grandes quantidades. A receita não dizia para tirar as sementes e como eu tenho uma teoria própria de que eu tento seguir ao máximo a receita como ela é no primeiro preparo dela (para só então fazer adaptações baseadas na avaliacão prática da receita original), decidi que não retiraria as sementes e preparaia como sugerido. A autora menciona que os filhos dela comiam o prato. Pensei comigo: “Se crianças comem, não há de ser tão forte”. Vamos ver como é a pimenta com sementinhas. Eu estava preparada psicologicamente para aquilo (o que não me livrou do ardido), mas esqueci de mencionar o fato ao meu marido. Não foi uma boa idéia. Ele experimentou aquele lindo e apetitoso prato cheio de camarões com toda fome e disposição e posso dizer que ele não ficou feliz ao se deparar com sementes surpresa de pimenta queimando em sua boca. “É, bem, ups, me esqueci de avisar que usei as sementes da pimenta”. Bem, após muita água nos recuperamos da experiência e, porque o prato realmente prometia, preparei-o pela segunda vez e desta, sem as sementes. Para os não avançados no mundo da pimenta é essa versão que recomendo. A pimenta dá o sabor e um picante muito leve. Agora se você já é master nesse campo, gosta e está acostumado, mande ver na versão quente.
A receita é deliciosa, super simples e muito rápida de preparar. Tendo os camarões limpos em cerca de 30 minutos o prato está servido na mesa. Junto com o “Salmão ao forno” esta figura entre aquelas de excelente custo-benefício na relação trabalho/gostosura. Recomendo fortemente!
Camarões refogados (stir-fried) com ovos e ervilhas
1 pimenta vermelha fresca sem as sementes fatiadas fininho.
1/4 xícara de ervilhas congeladas
4 ovos batidos
¾ colher de chá de sal
óleo para cozinhar
Modo de preparo:
Numa tigela misture o camarão, sal, pimenta do reino, amido de milho e óleo de gergelim e deixe descansar em temperatura ambiente por 10 minutos para marinar.
Numa panela do tipo wok ou numa frigideira grande sobre fogo alto, adicione 1 colher de sopa de óleo e mexa a panela para cobri-la com o óleo. Quando estiver bem quente, adicione os camarões e espalhe-os sobre a panela. Deixe fritar por 1 minuto sem mexer.
Vire os camarões e frite por mais 1 minuto ou até que estejam cozidos. Remova os camarões da wok e coloque-os num prato, deixando a maior quantidade possível de óleo na panela.
Mantenha o fogo alto, adicione o alho e a pimenta fatiada e frite até que o alho esteja crocante, cerca de 30 segundos. Remova da woke coloque num prato pequeno. Limpe a wok com papel toalha.
Volte a wok para o fogo alto e adicione 1 colher de sopa de óleo. Quando o óleo estiver quente (uma gota de ovo deve “chiar” imediatamente), coloque os os ovos e mexa por 1 minuto até que esteja quase pronto. Tempere os ovos com sal e adicione os camarões previamente reservados e as ervilhas. Mexa até que os ovos estejam compeltamente cozidos.
Coloque numa travessa e jogue por cima a pimenta frita anteriormente com o alho.
Sugestão: Sirva acompanhado de couscous marroquino e salada de folhas e tomate.
Já fazem alguns meses que comecei a me interessar em aprender mais sobre a culinária indiana.
O que eu conhecia antes de vir para Amsterdam era um restaurante numa travessa da Rua Augusta, perto da Paulista em São Paulo onde almoçava de vez em quando em 2001. E eu adorava! Embora tivesse a clara impressão de que os pratos eram bem adaptados ao sabor brasileiro. E acho que eram mesmo. (O que não os diminui em absoluto! Eram deliciosos!). Aqui em Amsterdam tem muuuitos restaurantes indianos, já visitamos uns 3 e adoramos! Eu tinha receio de ser muito apimentado, mas foi tranquilo. Sim os pratos são bem condimentados e um tanto apimentados, mas eu que sou uma pessoa “fraca” pra pimenta, consigo comer na boa. Além dos restaurantes tivemos uma experiência incrível jantando na casa de amigos indianos. Comida indiana feita em casa por indianos! Foi sensacional!
A cozinha indiana oferece uma excelente alternativa de sabores e me parece um desperdício não aproveitá-la. Eles tem uma riquesa de ingredientes (como certos grãos que nunca vi antes) e temperos que é impressionante. Adoro a possibilidade de experimentar sabores de etnias diferentes, criados por outras culturas. O Jamie Oliver fala em seu recente livro, Ministry of Food, que variando as combinações de temperos sobre um mesmo ingrediente vamos de um prato oriental a um italiano. Essa viagem por sabores ao redor do mundo me fascina.
Por tudo isso decidi que queira aprender mais sobre esta cozinha e pretendo em breve me aventurar a preparar meu primeiro prato indiano. Só que pra isso é preciso mais que ler uma receita e seguí-la. Tem que se aprender do começo. O desafio começa na compreensão de quais são os ingredientes indicados.
Iniciei comprando um livro, o “Madhur Jaffrey’s Quick & Easy Indian Cooking” (motivada por este review). Não vou falar muito sobre o livro, pois ainda não preparei nenhum prato indicado nele. O que já li, me pareceu interessante. Ele traz uma lista com descrição dos condimentos utilizados e que é preciso ter-se, o que é muito legal, além da descrição de algumas técnicas. Por outro lado, a identificação visual dos condimentos é uma ilustração e eu preferia que fosse uma foto, o que facilitaria um pouco mais a aprendiz que aqui vos fala a identificar os ingredientes. Mas isso se resolve com um pouco mais de pesquisa. As receitas parecem boas e bem factíveis. Após testá-las e ler mais, coloco aqui minha opinião sobre o livro.
Avançando com as pesquisas no assunto, descobri recentemente um site, o “Show me the curry“. Achei sensacional e desde que o encontrei queria indicá-lo aqui. Ele é recheado de vídeos com o preparo dos pratos e os vídeos que eu assisti eram bem didáticos. Faz uma diferença incrível ver a preparação do prato principalmente quando se trata de uma cozinha da qual não dominamos as técnicas.
Destaco entre os vídeos, dois que achei excelentes que apresentam os ingredientes e temperos que compõe a base da comida indiana. Apesar de estar com a resolução de um vídeo web, eles são muito úteis. Me basearei neles e nas informações do livro da Madhur pra fazer minha lista e ir ao supermercado e/ou lojas especializadas comprar todo meu kit de aventura.
Se quiser conferir esses vídeos, seguem os links. Recomendo!
Este blog é hospedado pelo sistema de blogs do Projeto Cybershark.
Caso deseje fazer uma doação, acesse nossa página de colaboração:
http://www.cybershark.net/colabore
O Projeto Cybershark agradece :)
Comentários Recentes